[II Reis do texto de Áquila.Palimpsesto]
II Reis é um dos livros históricos do antigo testamento da Bíblia, vem depois de I Reis e antes de I Crônicas. Possui 25 capítulos. Narra a história do profeta Eliseu (sucessor do profeta Elias) e dos reis de Israel e Judá, dando prosseguimento aos acontecimentos narrados no livro de I Reis. Menciona a destruição do Reino de Israel, com sede em Samaria, que caiu em poder da Assíria em 722 AC , e a milagrosa resistência do rei Ezequias ao cerco de Senaqueribe. Termina com a destruição da cidade de Jerusalém por Nabucodonosor, rei da Babilônia, em 586 AC , o qual leva os judeus como escravos para a Mesopotâmia, conforme foi profetizado por Jeremias.
Mais do que uma relação pormenorizada de acontecimentos, estes livros fornecem uma reflexão crítica sobre a história do povo e dos reis que o governaram: a fidelidade a Deus leva à bênção; a infidelidade leva à maldição, à ruína e ao exílio (cf. 2Rs 17,7-23) .
O Templo e os profetas têm um papel importante nessa história. O Templo é o lugar da reunião de todo o povo para o encontro com Deus. A reforma de Josias procura reunir novamente todo o povo a partir do culto no Templo (2Rs 22-23). Os profetas são aqueles que mantêm viva a consciência do povo, os vigias das relações sociais e os grandes críticos da ação política dos reis. Sua intenção de fazer respeitar a justiça e o direito está sempre em primeiro plano, e eles se ocupam tanto de religião como de moral e política, pois tudo deve estar submetido a Deus, o único rei sobre o povo (cf. Is 6,5; Is 44,6; Zc 14,16) .
As decepções com a monarquia se multiplicaram e, com a queda dos reinos de Israel e de Judá, volta o antigo ideal igualitário das tribos, formulado agora por Jeremias como Nova Aliança: uma sociedade sem mediações, na qual o próprio povo governa a si mesmo, graças ao conhecimento de Deus (Jr 31,31-34) .
Áquila de Sinope foi um nativo da cidade de Sinope, na província romana do Ponto, conhecido por ter produzido pela tradução literal que ele fez da Bíblia hebraica para o grego por volta de 130 d.C.1 Ele era um prosélito judeu .
Epifânio de Salamina (De Pond. et Mens. c. 15) preservou uma tradição de que ele seria parente do imperador romano Adriano, que empregou-o na reconstrução de Élia Capitolina (a cidade fundada pelos romanos após a destruição de Jerusalém na primeira metade do século II) e que ele teria se convertido ao cristianismo, mas, ao ser admoestado por praticar a astrologia pagã, se converteu ao judaísmo. Diz-se que a versão de Áquila era utilizada nas sinagogas no lugar da Septuaginta. Os cristãos, em geral, não gostavam da versão alegando, sem fundamento, que ela teria traduzido passagens (como Isaías 7:14) incorretamente, mas Jerônimo e Orígenes falaram muito bem dela, sendo que este último a incluiu em sua Hexapla.
Acreditava-se que a Hexapla era a única cópia da tradução de Áquila existente, mas, em 1897, fragmentos de dois códices foram levados para a Biblioteca da Universidade de Cambridge. Desde então eles tem sido publicados: os fragmentos contendo I Reis 20:7-17 e II Reis 23:12-27 por F. C. Burkitt em 1897, e os fragmentos com parte dos Salmos 90-103 por C. Taylor em 1899 .

Nenhum comentário:
Postar um comentário